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domingo, 31 de julho de 2016

HotBeatJazz 10' Series - Art Farmer Quintet featuring Gigi Gryce - 10'LP PRLP 209 (1955)



A segunda sessão de gravação do quinteto do trompetista Art Farmer para a Prestige aconteceu em 26 de maio de 1955. O quinteto havia sofrido alterações em relação ao ano anterior. Ao lado de Art Farmer e do saxofonista Gigi Gryce formavam o pianista Freddie Redd, o baterista Art Taylor e o irmão gêmeo de Art, o contrabaixista Addison Farmer. Quatro composições de GIgi Gryce foram registradas na ocasião.

Blue Lights é um blues em tonalidade menor com atmosfera típicamente hardbop. Farmer e Gryce desenvolvem improvisaçãoes que não se afastam em demasia da melodia cativante e de memorização fácil, que nos remete às composições de Oliver Nelson.

Capri é uma composição complexa na alternancia de tonalidades em seus 32 compassos porém simples do ponto de vista melódico. Já havia sido gravada pelo sexteto do trombonista J. J. Johnson em 1953, com a participação de Clifford Brown.

Social Call é uma das composições de Gryce mais apreciadas e executadas pelos jazzistas. Tema de melodia graciosa e delicada, tem os mais líricos solos da sessão.

The Infant's Song é uma balada dedicada ao recém nascido filho de Bob Weinstock, proprietário da Prestige. Farmer demonstra ser um mestre na utilização do vibrato com bom gosto, um músico com profundo respeito pelas formas expressivas da origem do jazz porém com um lustre moderno e atual.

Art Farmer foi durante toda sua carreira um dos mais líricos e técnicos trompetistas do jazz, possuidor de um toque sempre elegante e atual, embora tenha alimentado seu profundo conhecimento nas mais antigas e perenes formas musicais: o erudito e as velhas tradições jazzísticas.

Art Farmer (tp) Gigi Gryce (as) Freddie Redd (p) Addison Farmer (b) Art Taylor (d)
Rudy Van Gelder Studio, Hackensack, NJ, May 26, 1955

1- Blue Lights (G. Gryce)
2- Capri (G. Gryce)
3- Social Call (G. Gryce)
4- The Infant's Song (G. Gryce)


HotBeatJazz 10' Series - Lou Donaldson Quartet / Quintet - New Faces New Sounds 10'LP BLP 5021 (1952)



O saxofonista Lou Donaldson faz parte da imensa quantidade de músicos de jazz que aperfeiçoaram seus talentos durante o período da II Grande Guerra Mundial. Servindo na Marinha, Lou pôde desenvolver-se no saxofone alto enquanto integrande de uma das inúmeras banda da corporação. Nascido na Carolina do Norte em 1926, filho de um pastor e de uma professora de música, Lou iniciou na clarineta tomando lições com a própria mãe. Em 1944 entra para o serviço militar e lá passa a ganhar experiência em tocar com orquestra. Foi por esta época que ele sofreu a profunda influência de Charlie Parker e Dizzy Gillespie, aprendendo rápidamente a sintaxe bop, e chegando inclusive a tocar com a banda de Gillespie quando esta se apresentou em Greensboro. Encorajado pelo próprio Gillespie, Lou foi pra NYC em 1950 e cumpriu o vestibular de todo aspirante a partícipe da cena jazzística, tocou em vários clubes em incontáveis jams: Minton's, Birdland, Le Downbeat e The Paradise. Nesses locais pôde tocar com grandes nomes da cena como: Charlie Parker, Bud Powell, Sonny Stitt, entre outros.

Em 1952, Lou já contava com um contrato com a Blue Note, gravadora onde gravaria dezenas de álbuns durante toda sua longeva carreira. Fazendo parte da série New Faces New Sounds, Lou gravou duas sessões com meses de intervalo a frente de um quarteto na primeira e de um quinteto na segunda data. O quarteto contava com a participação de um amigo feito nos estúdios de gravação, o pianista Horace Silver; o contrabaixista Gene Ramey e o baterista Art Taylor. Para esta data foram escolhidos dois originais: um de Silver, Roccus; e um blues de Lou, Lou's Blues; ao lado de dois standards: Cheek To Cheek e The Things We Did Last Summer.

Na segunda sessão, a do quinteto, ao lado de Lou e Silver estão: o jovem talento do trompete Blue Mitchell, e a mais requisitada cozinha de NYC, Percy Heath e Art Blakey. No repertório: Sweet Juice, de Horace Silver; o blues Down Home; os standards The Best Things In Life Are Free e If I Love Again.

Esta sessão do saxofonista Lou Donaldson, mostra grandes momentos de puro bebop e é uma oportunidade de perceber os primeiros momentos do estilo que dominaria a segunda metade da década de 50, o hardbop.

Lou Donaldson (as) Horace Silver (p) Gene Ramey (b) Art Taylor (d)
WOR Studios, NYC, June 20, 1952

Blue Mitchell (tp -6/8) Lou Donaldson (as) Horace Silver (p) Percy Heath (b) Art Blakey (d)
WOR Studios, NYC, November 19, 1952*

1- Roccus
2- Lou's Blues
3- Cheek To Cheek
4- The Things We Did Last Summer
5- Sweet Juice*
6- Down Home*
7- The Best Things In Life Are Free*
8- If I Love*


sábado, 30 de julho de 2016

HotBeatJazz 10' Series - Jazz Workshop Volume One - Tombone Rapport DLP5 (1953)



No verão de 1953 uma Jazz Workshop foi organizada pelo Putnam Central Club, no Brooklin, e pelo contrabaixista Charles Mingus. O objetivo era viabilizar o encontro de vários músicos para tocarem suas composições e também obras de novos compositores. Entre os músicos que participaram estavam Max Roach, Thelonious Monk, Art Blakey, Horace Silver e muitos outros. Uma das sessões foi gravada pela Debut Records, de propriedade de Mingus, e neste 10 polegadas podemos ouvir parte do material produzido da reunião de quatro tormbonistas top do jazz: J. J. Johnson, Kai Winding, Benny Green e Willie Dennis, com o suporte da seção rítmica formada pelo pianista John Lewis, o contrabaixista Charles Mingus e o baterista Art Taylor. Este primeiro volume foi centrado na jam acontecida nesta apresentação e se propõe a mostrar o clima de relaxamento entre os músicos nestas reuniões.

O álbum abre com a composição de Denzil Best, Move, apresentada em up-tempo. O primeiro a solar é J. J. Johnson, em uma impro melódica e estimulante. Benny Green executa dois choruses repletos de energia antes das participações de Winding e Willie Dennis. Os quatro executam o tema em unísono antes do encerramento. A balada Stardust é veículo para uma lírica interpretação de Benny Green, em uma das mais belas leituras deste clássico realizada ao trombone. Yesterdays, de Jerome Kern, tem a mesma ordem dos solos de Move, com J. J. Johnson interrompendo o início e pedindo um andamento mais acelerado. John Lewis executa um belo solo e mostra seu sempre competente estilo no acompanhamento dos solistas.

Trombone Rapport, é uma das mais importantes reuniões de trombonistas do jazz moderno, tendo sido relançado diversas vezes em formato LP 12' e também em CD.

Willie Dennis, Bennie Green, J. J. Johnson, Kai Winding (tb); John Lewis (p); Charles Mingus (b); Art Taylor (d)
"Putnam Central Club", Brooklyn, NY, September 18, 1953

1- Move
2- Stardust
3- Yesterdays



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